Rosa
ele teceu uma torre, para alcançar a Lua. Saiu de seu mundo para alcançá-la, e quando estava bem perto, a Lua, com um olhar, fez desmoronar o pobre edifício e ele caiu de cara no chão.
Metade dele sente raiva, pela dor da queda, pela perna quebrada, por ter tido o ego narcísico ferido. Quer causar remorso, fazer sofrer também.
Mas a outra metade compreende, e tenta conter as lamúrias para não causar peso na consciência.
ele não quer esquecer, sabe que seria um enorme desperdício de vivência. Quer agora sublimar. Já tentou pela arte e pelo cansaço físico, e agora tenta a escrita.
"Ela chega em casa, vem de uma festa, tem o vestido novo. O cão, ao sentir a vinda, balançando o rabo, corre pra subir na dona com suas patas sujas de lama. Ela, querendo preservar a nova roupagem, manda o cachorro embora, enxota-o. O cão, confuso, desenganado, volta andando pra sua casinha, com o rabo entre as pernas, cabisbaixo.
No dia em que se segue, ela, de chinelos e bermuda, vai atrás do cão, desculpar-se pela indelicadeza. O cão aparece, balançando o rabinho, sem mágoas do dia anterior"
ele pretende ser como o cão.
Atenção: esse texto contém incontáveis simbolismos e metáforas que apenas meia dezena de pessoas irão compreender, portanto não tente achar significados em partes não compreendidas.


6 Comments:
Esse texto não me pertence.
Emprestei o espaço do blog para ele.
São duas bichas.
Mas esta bicha é mais feliz.
E ela vai ficar bem.
V.
Por sinal, Hélio, eu comentei sei texto anterior. Veja.
Está muito bom, viu?
mas que diabo
Freud (apostila do Freud) na certa!
será que ela leu?
deve ter lido.
e eu deveria ter apagado isso faz tempo. auhaa.
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