Heliópolis

Uma distração no seu fim de tarde, um remédio para a sua diária falta do que fazer, uma exceção dentre todos os outros blogs - por um lado, muitíssimo pouco criativo, mas por outro, ahá!, cheio de uma humildade contagiante e uma ironia sem igual (au, au).

21.12.06

Preito amoroso pt.2

Procurei por entre os galhos nas copas d'árvores, busquei nos vales obscuros e nos abismos d'água, por entre os corais e embarcações naufragadas. Vistoriei embaixo de pedras que viram nascer o mundo, vasculhei o passado em livros e periódicos e perguntei a decrépitos anciãos, portadores da sabedoria acumulada de uma vida inteira. Mas não achei. Não consegui achar uma representação, uma demonstração sequer, nenhum objeto ou idéia ou palavra ou momento ou visão que substituisse e representasse melhor a idéia que três palavras rabiscadas no verso de uma lição de matemática transmitiam.
"Perene, terna, esplêndida."


(...)
E um violino solitário tocava no fundo da praça sua valsa melancólica, sob uma torrente de ventos que levavam o triste som até os confins da cidade, acordando e comovendo centenas de pessoas recém dispersas de seus leitos em trevas.
E pouco a pouco, noite após noite, valsa após valsa, um burburinho elevou-se e chegou aos ouvidos daquele que vos escreve:
"Uma rosa, uma rosa cheia de espinhos.
Uma flor caribenha rara envolta por milhares de beija-flores."


Basta.
Ponto.

Em memória à um Ariza, mais especificamente à Florentino: "uma deusa coroada".

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

os espinhos da flor são os beija flores.

6:38 PM  
Anonymous Anônimo said...

De cabo a rabo (cabo wabo! ¬¬), um post [i]irreparável[/i].,
Mas ainda assim um tanto...

flw!

3:46 PM  
Anonymous Anônimo said...

pingos de chuva.

xD

3:04 PM  

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